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Preservação de Florestas
Embora o homem tenha surgido na terra há mais de um milhão
de anos, sua interferência predatória sobre a natureza
é um fenômeno recente, que deu-se início com
a Revolução Industrial do século XVIII e a
significativa demanda por energia (na época lenha e carvão)
aliado ao processo de urbanização acelerada.
Durante dois séculos, a humanidade acreditava no poder de
regeneração e adaptação da natureza,
não adotando qualquer medida de preservação
e recuperação.
O poder de uma nação ou cidade era medido pelo número
de chaminés que existiam, onde considerava-se que apenas
lançando os gases tóxicos a uma determinada altura
o meio ambiente se encarregaria de tratá-los e dispersá-los.
A partir da segunda metade do século passado a natureza
começou a cobrar sua conta, com o tão comentado efeito
estufa, a poluição do ar e a quase eliminação
da qualidade de vida nos grandes centros urbanos.
Dessa forma, o Estado foi obrigado a intervir para tentar controlar
o processo de degradação provocado pelo homem e, nessa
tentativa, tem cometido alguns exageros que, em alguns casos, ferem
o princípio de propriedade privada e da livre iniciativa.
A
preservação das florestas é fundamental para
a sustentabilidade dos recursos naturais renováveis, sendo
de responsabilidade de todos, os limites de exploração
de determinadas populações ou espécies, tanto
animais quanto vegetais. Quando se avança além desses
limites, o risco de extinção é muito grande
(como exemplo mais conhecido temos o caso do pau-brasil).
Portanto, nosso desafio básico é o de conciliarmos
a preservação das florestas e o direito ao uso da
propriedade pela iniciativa privada, assegurando o desenvolvimento
sócio-econômico e a qualidade de vida das futuras gerações.
Guglielmi & Associados
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